Aos 9 anos, Matheus já escrevia resumos dos jogos do seu time no rascunho do celular, só pra não esquecer os detalhes de cada partida. Não sabia ainda, mas aquilo era o começo de tudo.
Depois de passar por outras áreas, descobriu que o jornalismo era o caminho certo e se tornou jornalista esportivo — juntando a habilidade de contar histórias com a paixão pelo futebol.
A fotografia veio por influência do pai, que sempre registrava os momentos ao lado dele. Depois que o pai morreu, Matheus se viu cercado de caixas de fotos antigas — algumas memórias que ele já tinha, outras que nem sabia que existiam. Foi ali que a fotografia começou a pesar mais na sua vida.
Já trabalhando como jornalista, comprou a primeira câmera pra registrar viagens com a esposa. Fotografou alguns casamentos junto com um amigo referência no mercado, mas não demorou pra perceber que aquele não era o seu lugar.
Foi nas ruas que encontrou o que procurava. Inspirado por fotógrafos de rua, passou a explorar Belo Horizonte sozinho até conhecer o coletivo Errante. Foi em encontros abertos do grupo que fez amizade com gente que enxergava a cidade do mesmo jeito que ele, e logo se tornou membro do coletivo, que existe pra retratar as ruas e os personagens que dão vida a BH.
Em 2024, uma série de fotos feitas em Buenos Aires sobre a devoção argentina por Maradona ganhou repercussão em mídias internacionais ligadas ao futebol. Em 2025, foi citado pelo jornal SouBH como um dos cinco fotógrafos que mais se destacam ao retratar o centro de Belo Horizonte, e teve uma foto selecionada para a exposição "Mineirão e eu", da Câmara Municipal de BH.
Em 2026, contribuiu com o livro A Cidade Errante, do coletivo Errante — não só com fotos, mas também na co-produção dos textos da obra. Hoje sua trajetória segue unindo jornalismo e fotografia de rua, com o mesmo impulso de quem, ainda criança, começou contando histórias com palavras.
Obrigado!